quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ciclos

A decisão tinha sido tomada. Era melhor recuar agora do que se machucar na frente. Não havia indícios de que fosse durar, sem que o sentimento fosse recíproco. 


Parecia apenas que um doava-se mais que o outro. Mentira. Apenas um se doava, apenas um estava aberto, apenas um queria, apenas um desejava, apenas um sonhava. O outro vivia, num mundo diferente, com coisas diferentes, com pessoas diferentes. Pelo menos era assim que se via. Assim que ela via.


Mas era ele chegar perto e todos os pensamentos dela evaporavam. O olhar, o sorriso, o abraço, o toque, o beijo. Agora a doação era mútua, a abertura era mútua, o querer era mútuo, o desejo era mútuo, o sonho, bem, esse não há como garantir, mas parecia ser mútuo. Ambos viviam aquele momento no mesmo mundo, com as mesmas coisas, apenas os dois. Pelo menos era assim que se via. Assim que ela via.


Como resistir? Como não permanecer? Como não amar?


Próximos capítulos: ele vai sumir mais uma vez, ela vai querer terminar, ele vai reaparecer, ela volta a amar. E a pergunta que não quer calar: ATÉ QUANDO?





Quem garante que seguindo adiante eu possa enfim viver?
Sem me comparar, sem entristecer, sem tentar mudar, sem poder entender.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Minha vida segundo Grey's Anatomy

Sabe aqueles momentos em que você para pra repensar sua vida e fazer uma análise de tudo que você tem feito? E o que fazer quando esse tudo não é lá muita coisa?


Assistindo pela milésima vez (ok, exagero da minha parte, mas lá pela 10ª vez) o episódio 16 e 17 da segunda temporada de Grey's Anatomy, quando George O'Malley e Izzie Stevens chegam à conclusão de que são "watchers", espectadores da própria vida. Ocasionalmente me vejo assim também. E isso não é nada bom.


Basta de ver a vida passar diante dos olhos, chega de ser uma espectadora.
Quero mesmo é ser uma "doer", alguém que faz acontecer (tipo Meredith Grey e Cristina Yang). Tá mais do que na hora, não é mesmo?





She's all alone again
Wiping the tears from her eyes
Some days he feels like dying
She gets so sick of crying
(Green Day - Extraordinary girl)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Futuro do presente ou futuro do pretérito


Até que surgem aquelas palavrinhas-chave que sufocam minh'alma: "Ano que vem",  "Daqui uns anos", "Quando a gente", "Iremos", "Seremos", "Ficaremos". Porque é sempre pro futuro? Por que não agora?


A pergunta que não quer calar é: iremos ou iríamos? Seremos ou seríamos? Ficaremos ou ficaríamos?






"O tempo foi gastando
O que não era pra durar
Como se eu soubesse
Não era amor pra todo dia

Só eu sei que foi melhor assim
Ás vezes é mais saudável chegar ao "sim"
Chegar ao "sim"
Só eu sei que foi melhor assim
Ás vezes é mais saudável chegar ao fim
Chegar ao fim"

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Armadilha

'Andando entre cacos me sinto em pedaços
E até hoje não sei dizer se está tudo acabado
Mas não troquei minha boca fechada pelas suas palavras vazias
Você me fez envelhecer um ano a cada dia
Você me fez cair outra vez na minha armadilha'



Biquini Cavadão



sexta-feira, 27 de maio de 2011

T


"It's a quarter after one, I'm all alone and I need you now.
Said I wouldn't call but I lost all control and I need you now."

terça-feira, 17 de maio de 2011

Altar particular

"Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz e pôs meu frágil coração na cruz, no teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos no breu de hoje eu sinto que o tempo da cura tornou a tristeza normal.
E então, tu tome tento com meu coração, não deixe ele vir na solidão, encabulado por voltar a sós.

Depois, que o que é confuso te deixar sorrir, tu me devolva o que tirou daqui que o meu peito se abre e desata os nós.
Se enfim, você um dia resolver mudar, tirar meu pobre coração do altar, me devolver, como se deve ser.
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar, tirar da cruz e o canonizar, digo faço melhor do que lhe parecer.
Teu cais deve ficar em algum lugar assim, tão longe quanto eu possa ver de mim onde ancoraste teu veleiro em flor.
Sem mais, a vida vai passando no vazio. Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor."



Maria Gadú

Perspectivas cadê?

Aí, do nada, me sinto perdida, sem motivação, sem perspectivas. Logo eu, que sempre almejei, planejei e desejei o futuro.
Tudo o que me preenchia não o faz mais. Onde estão os planos? Só vejo barreiras, obstáculos, dificuldades. Essa não sou eu. Ou pelo menos não costumava ser.
As coisas mudaram ou eu mudei? Sinceramente, não consigo decidir quais das opções é a pior. Ou a menos ruim.
Não gosto de como a vida está seguindo. Estou parada e assistindo-a passar. Isso não é nada bom.